sábado, 24 de outubro de 2009

Tendinite na mente

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E quando você pensa que as coisas não vão melhorar tão cedo, tudo muda de figura, de lugar, de cor (alaranjado e ocre, Gre) e de perspectiva. E sempre, sem aviso prévio!!!!

Estou indo realizar mais um dos meus sonhos de viagem nacional.

Obviamente, a lista de viagens internacionais é muito maior, mas no momento, eu não viajaria pra lado algum. Já tinha decidido: férias em casa, pela primeira vez em muito tempo.

Quando de repente, não mais do que de repente, recebo um convite bem legal e altamente tentador, de uma viagem a um paraíso, para o qual eu não havia a mínima chance de dizer não.

Então, no melhor estilo bruxa do picapau testando a vassoura: e lá vamos nóóóóóóóóós pro Jalapããããããããããããão!!

Vou ficar no acampamento da Korubo por uma semana. Muita aventura, poeira vermelha, águas e caminhadas. Dormir em tendas, tomar banho num chuveiro ecológico e olhando as estrelas. Rá!

Tá dando um frio delicioso na barriga! Tá, nem tão delicioso assim. Tava falando com a Gre agora mesmo no msn que de repente Machu Picchu ficou tão fácil, tão simples, tão tranquilo. Acho que o fator "tendinite atacada" está atacando mais que o braço. Tá atacando a mente também.

O esquisito é que na maioria das vezes eu atualizo o blog pra contar sobre alguma viagem, mas nesta vai ser impossível. Se não tem nem energia elétrica e telefone, quem dirá internê hahahahaha
Vou levar um bloquinho. Voltamos aos velhos tempos.

E já que só posso escrever antes e depois, vou contar um pouco do que vai na minha mochila. Fiz umas compras de última hora que incluíram:
- novos bastões de caminhada (os meus morreram no Peru)
- um maiô com perninhas (ameeeei! me senti a mais pinup ever!)
- toalhas mega super ultra absorventes e super finas (sério: elas ocupam o espaço de uma baby look e absorvem muito muito muito)
- um lenço de cabeça - super elástico e estiloso!
- um boné legionário (isso! igual ao Van Damme no filme Legionário. Eu não sei exatamente pq o Van Damme usou, mas eu vou proteger o cabelo!
deeeeer! =P)




Além disto, na mochila vão roupas leves, finas, frescas, tênis velhos, repelente power, muito protetor solar e desapego, litros e litros de desapego do meu SECADOOOOOR de cabeloooooos!
Sem dúvida a coisa mais difícil.

Acho que subir a Serra do Espírito Santo,



descer o Rio Novo na canoagem,



engolir poeira vermelha, dormir em barraca e usar banheiro químico e ficar offline, vão ser fichinha perto de



ficar sem secador!!!!!!!!!!




Acho que acabei de descobrir pq tô com um iceberg no estômago! RÁ!

Será que eu sobrevivo com cabelo POF? =P

BeijoTchau!


(Fotos: Adilson Moralez)

domingo, 30 de agosto de 2009

Eu vou querer 8 anos offline com açúcar e gelo, por favor!

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F: quem é Malu?

(Começamos bem!)

Malu: Creio que vc é o F que estava interessado no meu fiesta
F: ah é voce mes desculpa

(Mes? Do ano? Ou de mineirim?)

F: eu estive tao ocupado que nem entrei mais em contato contigo
F: e ai ja vendeu

(Pronto! Cadê a interrogação!?)

Malu: Magina, não por isso. Não, ainda não vendi . Cheguei à conclusão que o iCarros é bem fraco
F: nao é procurado nem divulgado
Malu: Exato
F: eu mesmo descobri por acaso
F: entao
Malu: E sabe que vc foi o único que sabia o que estava fazendo? (rs) Todos os outros contatos foram pra me perguntar quais os valores das parcelas (rs)
F: o valor dele é XX.XXX

(Foi uma afirmação!? Mesmo pq, se está interessado é pq viu o anúncio, logo, sabe o valor do carro)

Malu: sim
F: so vc dirige ele
F: usa pro trabalho
Malu: sim...
F: ou pra balada
F: rsrs

(Praticamente o questionário da seguradora! O.o Então, vamos responder com as palavras do questionário!)

Malu: Eu não trabalho na rua, então é locomoção diária e lazer mesmo
F: brincadeira
Malu: Sim, pra balada (rs)
F: eu fui sabado ai no seu bairro jogar futebol com meu time
F: na hora que cheguei ai ate lembrei de vc

(Ui!)

F: mas como nao sabia nem seu telefone perdi a oportunidade de ve-lo
Malu: Hum... achei que o número estivesse visível no anúncio... mas enfim, naquele site, não dá pra ter certeza (rs) 9999-9999 aos sábados eu não costumo estar aqui então, se quiser vê-lo, me avise um dia antes pelo menos
F: ok
F: vou tentar falar com um amigo que trabalha na BV financeira, para conseguir o restante e entro em contato com vc
Malu: Beleza ;)
F: mas espero que vc consiga vender logo

(Ok, ele está tão interessado que espera que eu venda logo! Aham!)

F: se aparecer algum interessado pode fazer negocio
Malu: Ok! Obrigada :)
F: a sorte nem sempre bate a porta

(Vero! E vc pode ser a prova viva disto!)

F: fica com DEUS vou voltar ao meu trabalho
Malu: Obrigada! E até mais! Bom trabalho

(Deveria ter acabado aqui, não? Geralmente “até mais” é praticamente um “tchau”, ahn!?)

F: perguntinha

(Lá vem!)

Malu: sim?
F: eu nao costumo ter muitas amizades por msn, pois desconfio de ser sincero e do outro lado nao, mas eu gostei de falar com vc

(Rá! Tudum! Pssssssssss! Papinho furaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado! Demorou! Demorou! Ele não usa interrogações, mora em Itaquera e faz perguntas de seguradora. ÓBVIO que ele se interessaria!)

F: apos vc vender o carro eu posso manter seu contato ativo

(Acho, acho, ACHO que foi uma pergunta!)

Malu: Claro. Sinta-se à vontade. Eu não entro muito no msn, mas eventualmente à noite ou fds estou por aqui.

(Minha educação me surpreende. Mamãe se orgulharia desta frase tão polida. Mas mal sabe ele que eu abro este MSN somente uma vez por ano! RÁ!)

F: obrigado
F: boa noite
Malu: Por nada :)
Malu: Boa noite

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Cansei dessa vida virtual! Quero destruir todos os servidores do mundo inteiro da vida toda do além mar. Quero voltar à vida off line.
(Claro que não por causa do F, foi só uma desculpa pra poder falar isto =P )

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Água Para Elefantes

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Às vezes quero escrever, mas as palavras simplesmente não saem. Então leio um pouco, pra ver se a inspiração chega. Em uma destas jornadas em busca das palavras, eis que encontro um livro ótimo, "esquecido" na estante. Não sei se comprei, ou ganhei, mas Água Para Elefantes de Sara Gruen está se mostrando encantador e fascinante.
Enquanto minha inspiração não vem, deixo aqui a primeira página do primeiro capítulo. Um texto muito bem sacado, desencanado e realista, apesar da ficção do livro.


"Tenho 90 anos. Ou 93. Uma coisa ou outra.

Quando temos cinco anos, sabemos até os meses de nossa idade. Mesmo por volta dos 20 sabemos quantos anos temos. Tenho 23, dizemos, ou talvez 27. Mas quando chegamos aos 30, algo estranho começa a acontecer. A princípio, é um mero sobressalto, um instante de hesitação. Quantos anos você tem? Ah, eu tenho - você começa confiante, mas depois pára. Ia dizer 33, mas não é essa a sua idade. Você está com 35 anos. E isso o incomoda, pois você fica imaginando se não é o início do fim. Claro que é, mas ainda faltam décadas pra você admitir isso.

Começamos a esquecer as palavras: elas estão na ponta da língua, mas, em vez de simplesmente saírem, permanecem ali. Subimos a escada para buscar alguma coisa, e quando chegamos lá em cima, não lembramos mais o que estávamos procurando. Chamamos um filho pelo nome de todos os outros e até pelo nome do cachorro antes de acertar. Às vezes esquecemos em que dia estamos. E, por fim, o ano.

Na verdade, não é que eu tenha esquecido. Simplesmente deixei de prestar atenção. Passamos o milênio, disso eu sei – tanto barulho por nada, todos aqueles jovens chiando de tanta preocupação e comprando comida enlatada porque alguém teve preguiça de deixar espaço para quatro dígitos em vez de dois -, mas isso pode ter sido no mês passado ou há três anos. O que importa? Que diferença há entre três semanas, três anos ou até mesmo três décadas de purê de ervilha, mingau e fraldas geriátricas?

Tenho 90 anos. Ou 93. uma coisa ou outra."

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Inesquecível

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Eu tinha 7 anos. Estava na primeira série e ganhei o LP dele. Ahhhhh que sonho!
Quase furei o disco de tanto que ouvia. As coreografias eu sabia todas, sem nem pensar. Dentro, um poster, que tinha duas vezes o tamanho do disco. Lembro bem, ele vinha dobrado. Do lado de fora as letras das músicas (uma delas com Paul MCartney - The Girl is Mine) e dentro ele apoiado, de lado, com um filhote de onça.
Não tive dúvidas, colei o poster na parede do quarto; afinal, com 7 anos eu mal sabia ler, quem diria aprender as músicas em inglês baseada na letra. O que importava era a foto.
Cantava um embromation e me sentia a mais fã de todas as fãs do meu ínfimo universo.
Aos sábados, eu assistia o programa do Barros de Alencar. Meninas e meninos todas as semanas chegavam fantasiados, imitando nosso ídolo, e dançavam Thriller, Beat it e Billie Jean. E eu, do outro lado da tv, dançava junto. Queria ser a namorada dele em Thriller. Assistia incansavelmente ao video clipe e não me enjoava nunca.
Não consigo me lembrar de quantas vezes vi o filme do Ben, o rato, mais pela trilha sonora que pelo filme em si.
Eu ia me casar com ele. Com toda a certeza!
Um dia, meu pai me buscou na escola. Todos os dias ele me buscava, mas aquele dia foi diferente. Eu levei a carteirinha com as notas para casa. Quando cheguei, uma das notas tinha sido vermelha.
A culpa? Dele, claro. Eu só fazia ouvir aquelas músicas e olhar praquele poster. Óbvio que eu estava abandonando os estudos e me tornando a pior pessoa do mundo por isso. Levei uma surra. A primeira das 3 que tomei na vida. Inesquecível. Evidente. Assim como as outras duas. Se fecho os olhos, me lembro da cena: eu em pé na cozinha da casa em que morávamos, enquanto meu pai, de frente pra mim gritava e reclamava pela minha nota baixa. E eis que veio o primeiro tapa. Meu pai nunca foi muito comedido nessa coisa de dar bronca ou bater. Minha mãe segurava as pontas, sempre. Hoje eu vejo a "surra" como um mal até que necessário. Numa época em que o diálogo não era valorizado como hoje, pelo menos na realidade e na sociedade em que eu vivia, umas palmadas de vez em quando eram bem necessárias. Até hoje, dependendo da situação, acho que são válidas. Pensando agora, talvez esta surra seja a mais marcante mesmo, afinal eu estava apanhando por gostar de outra pessoa.
Chorei. Me tranquei no quarto, abracei o disco e chorei. Ele, o motivo dos tapas que levei, foi quem me consolou; mesmo sem saber.
Fui proibida de ouvir as músicas, enquanto minhas notas não melhorassem.
Hoje eu sei que era apenas uma nota e o motivo não era, nem de longe, o que meu pai concluiu.
Tudo isso teve um lado bom. Nunca mais tive uma nota baixa. Nunca repeti um ano. Nunca fui mal na escola.
Mas também teve um lado melhor, eu não deixei de ser fã, eu não deixei de gostar das músicas, comprar os discos, assistir tudo sobre ele e acompanhar sua vida. A única coisa que lamento é não ter assistido um show ao vivo.
Agora é tarde.
O máximo que posso fazer é levantar-me e colocar um show no dvd.
Aqui, ele continua vivo.

Michael Jackson, impossível esquecer.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mas larga essa mágoa no chão!

Cheguei agora, depois de enfrentar os 300kms de congestionamento em SP.
É o preço que se paga para ter a cidade livre, leve e solta por alguns dias. Até que vale à pena.
Cansada, exausta, abro a porta da sala e sou recepcionada pela Cassie. Ainda bem que alguém está feliz neste final de dia chuvoso.
Na mesa uma pequena pilha de correspondências. Vou direto à maior delas. Por mais que tenha ouvido a vida toda que os melhores perfumes estão nos menores frascos, minhas manias de grandeza e exagero me impedem de acreditar nisto.
Pela letra do endereçamento vejo que é alguém do mundo das humanas, que cultiva as letras e simplesmente tem prazer em escrever. Sei disto pq depois de anos e anos convivendo com os quase humanos das exatas aprendi que dificilmente eles têm letras bonitas, e independente disto, 99,99% cometem os maiores assassinatos da gramática. Convivi também com os organismos das biológicas, e em matéria de letras, bem, a deles é auto-explicativa. Ao mesmo tempo que ninguém entende todo mundo sabe que foi um deles quem escreveu.
Vim direto pro quarto. O melhor lugar do mundo depois de um dia como hoje. A primeira coisa é jogar a bolsa na cama. A segunda tirar os sapatos. A terceira seria ligar o note, mas hj ela se tornou a quarta, pq abrir o envelope era mais importante. Poderia ter aberto o envelope antes de todas as outras, mas eu perderia parte do meu bom senso se fizesse qq coisa com aqueles sapatos e a bolsa pesada.
Eis que me deparo com um livro há um tempo prometido. Bonito, bem acabado, cheiroso - adoooooro cheiro de publicações novas; não sei explicar mas me sinto quase que uma traça bem feliz - cores fortes, vibrantes. Gosto do estilo.
Abri, e me deparei com uma dedicatória cheia de carinho. Sorri.
Folheei e encontrei uma nota. Sim, óbvio que eu devo uma fotografia. Eu já tinha inclusive selecionado algumas pra poder então escolher a "vítima".
Mas segundos depois, o sorriso se encolheu. Lembrei-me que talvez, o remetente, se tivesse deixado para enviar o livro hoje, não o enviaria. Não apenas pelo fato de estar imobilizado, mas pelo fato de não ter gostado de algo que eu simplesmente sou: sincera.
Hoje recebi o texto para uma foto, como presente. O texto que o remetente do livro estaria criando, mas que me foi enviado como presente por outra pessoa. Sendo assim, nada como ser eu mesma e avisar: Hey! Ganhei o texto daquela foto. Se já tiver escrito quero ver e de repente faço outra foto inspirada nele. Se não tiver escrito, tenho mais fotos lindas e que me emudecem, sei que vc vai criar algo lindo.
Tá! Eu sei. Não é nada super agradável de se ouvir ou ler. Como não foi nada fácil de escrever.
Pensei em nunca contar. Mas além de perna curta, a mentira é algo que eu não domino (e nem pretendo).
Fui sincera, e pelo jeito não agradei.
Ainda repliquei perguntando se ele estava bravo, mas pelo jeito a mágoa deve estar lhe ocupando as mãos, e impedindo que responda, ainda que fosse pra me xingar.
Só sei de uma coisa. É mais um aprendizado.
Assim como os outros que terei esta noite, quando devorar o livro.
Já estou ansiosa para terminar o post, tomar um banho, recostar na cama e lê-lo de cabo a rabo.
E aproveitando, queria muito saber pra onde enviar a foto. E mais ainda, que ela fosse bem recebida. Mas para que isso aconteça, talvez só parafraseando descaradamente o autor do livro, e pedindo: Mas larga essa mágoa no chão.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Reflexões de um nariz pequeno

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- Que unha linda que você tem, tia!
- Você acha?!
- Sim! Mas tá muito grande. Tá na hora de cortar.

Eu sorrio.



- E que mão grande! - espanta-se ao colocar sua mão sobre a minha.
- Não é minha mão que é grande; a sua que é pequena.
- Ah, tia, mas é pq eu SOU pequena. Quando eu for do seu tamanho, a minha mão vai ser bem grande como a sua.

Ela passa os dedos pelos meus cabelos.
- E que cabelo lindo você tem!

Continua passando os dedos na minha orelha.
- E que orelha linda!

E agora ela aperta meu nariz levemente com suas mãos minúsculas.
- E seu nariz é grande!

Sorrindo, respondo:
- Grande? Meu nariz é grande?!
- Sim! Você é bonita, mas seu nariz é grande! - ainda apertando meu nariz.
- E o meu? - ela pergunta enquanto aperta seu próprio nariz.
- O seu é pequenino - respondo ainda sorrindo.
- E é bonito?
- Sim, você é linda e seu nariz pequenino é lindo.
- Ah, o seu nariz não é grande, tia. O seu nariz é bonito. - ela continua apertando meu nariz.

Quando vou responder, ela sussura:
- Shhhhh, fica quietinha que agora é hora de falar com o papai do céu.




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quinta-feira, 16 de abril de 2009

E chega uma hora em que a vida acaba.

Simples assim.
E nessa hora não faz muita diferença (pra não dizer: nenhuma!) se vc é rico ou pobre, tem estudo ou não, tem bens, histórias, cargos.
Acredito que a única coisa que importa, neste momento inevitável ou bem próximo dele, é se você é amado.
Se há quem se preocupe contigo.
Alguém que te carregue quando não puder andar.
Que te faça dormir quando os pesadelos dominam suas noites.
Alguém que ouça suas alucinações, por mais reais que elas possam parecer.
Alguém que te visite, mesmo que você não saiba quem é aquele estranho que te chama de pai.

Vovô, aos 92 anos, próximo, BEM próximo do fim.
Alguém pode me culpar por não querer vê-lo como está agora e simplesmente querer guardar a lembrança de um simpático velhinho, de cabelos brancos raspados na máquina 1 dizendo: "mas como é linda esta minha neta!!" ????